sábado, 15 de abril de 2017

Resoluções para um novo ano

Não, não vou falar do que planeio fazer em 2017. Quem se segue no youtube (aqui) já percebeu que eu não estabeleço objetivos nas passagens de ano, mas sim nos meus aniversários.
No dia 12 de abril fiz 24 anos (já??!!) e resolvi criar algumas metas. Algumas são a nível mais pessoal (comer mais fruta e legumes, fazer exercício físico, não pensar tanto no futuro,,,) e outras estão relacionadas com livros e penso que são estas que vos podem interessar. Ou, pelo menos, quero partilhá-las convosco :)

A primeira é uma adoptada do blog da Cláudia, amulherqueamalivros, e consiste em comprar apenas um livro por cada cinco que lermos das nossas estantes (ver aqui).
Esta ideia surgiu após a minha estante nova ter chegado cá a casa. Resolvi seguir as indicações de algumas meninas e comecei a colocar na nova estante os livros que tinha por ler. Sempre disse que isto não era necessário porque eu conseguia gerir muito bem os meus livros e sabia quais é que tinha por ler. Ao começar a colocá-los na estante, pensei sempre que "apenas" iam ocupar umas 3 prateleiras. Estava tão enganada... Tenho muitos mais livros por ler do que aquilo que pensava porque acabaram por ocupar por completo a estante nova. Para ser mais exacta, são 92 livros. Como é que tenho 92 livros por ler na minha estante??
É por isso que delineei este objetivo e espero conseguir cumpri-lo. Agora, sempre que penso em comprar um livro, olho para a minha estante e consigo controlar-me. Em breve vai sair um vídeo onde pretendo mostrar-vos os livros que tenho por ler para vocês me darem sugestões sobre quais é que devo ler primeiro, quais é que vocês já leram, quais é que já ouviram falar... Assim é muito mais fácil para mim orientar-me!

Parte da estante nova cheia de livros...

O segundo objetivo passa por ler livros do Plano Nacional de Leitura. Para quem não sabe, estou a estudar para ser educadora de infância e, ao longo do estágio, tenho consultado várias vezes o PNL para saber que livros devo levar para as sessões. Acabo por ficar com vontade de levar quase todos! As capas são super giras e as histórias parecem ser mesmo fofas.
Para além dos livros para os mais pequeninos (que eu adorooo!), também consultei os livros sugeridos para os alunos do Secundário e para Formação de Adultos e parecem-me ser muito interessantes. Pretendo ir lendo os livros do PNL, mas sem pressões nem obrigações. Leio apenas os que quero e ao ritmo que quero e posso. Mas acho que vai ser algo que vou gostar de fazer.
Para me orientar, tenho passado para uma folha Excel os títulos dos livros que pretendo ler, bem como algumas informações que considero relevantes como a capa, o preço a que estão no mercado e se estão ou não disponíveis na biblioteca. Depois, vou colocando a verde os livros que já tenho na estante e a amarelo os que já li. Desta forma vou conseguindo gerir a lista de uma forma que, a meu ver, é bastante simples :)

Parte da lista do PNL

Por fim, o terceiro objetivo que defini é aquele que já tinha definido há algum tempo mas que tenho tido dificuldade a cumpri-lo: estar mais presente no blog e no booktube. Mas enfim, o que importa é que ambos os espaços sirvam para uma pessoa relaxar e sentir-se bem, por isso vou estando ativa quando posso.

Como estão a correr as vossas resoluções literárias?
Beijinhos*

quarta-feira, 1 de março de 2017

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[OPINIÃO] - Os Livros Que Devoraram o Meu Pai




Título: Os livros que devoraram o meu pai
Autor: Afonso Cruz
Editora: Editorial Caminho
Edição: 2010
Páginas: 128
ISBN: 9789722120951
P.V.P.: 12,50€
A minha classificação: 4/5⭐

Prémio Literário Maria Rosa Colaço 2009








Sinopse:
"Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma. Também recomendado para a Formação de Adultos, como sugestão de leitura.

Vivaldo Bonfim é um escriturário entediado que leva romances e novelas para a repartição de finanças onde está empregado. Um dia, enquanto finge trabalhar, perde-se na leitura e desaparece deste mundo. Esta é a sua verdadeira história — contada na primeira pessoa pelo filho, Elias Bonfim, que irá à procura do seu pai, percorrendo clássicos da literatura cheios de assassinos, paixões devastadoras, feras e outros perigos feitos de letras."


Opinião:
Depois de ter lido Para Onde Vão os Guarda-Chuvas, confesso que esta pequena história me desiludiu um pouco. Apesar de adorar e venerar a escrita do autor (meu Deus, como é que é possível alguém escrever assim??) senti que faltava algo à história. No entanto, não deixa de ser um bom livro.

Este é um livro curto, que se lê rapidamente, mas que nos deixa uma grande mensagem.
Fala-nos de Vivaldo Bonfim, um homem que tinha uma paixão por livros e até os levava para o seu emprego, nas Finanças. Certo dia, o homem acaba por entrar num livro - A Ilha do Dr. Moreau, de H. G. Wells - e fica literalmente perdido no mundo das histórias.
Ao completar 12 anos, Elias fica a saber o que aconteceu ao seu pai e parte numa busca frenética para o encontrar, começando pela biblioteca do seu pai, no sótão da casa da avó.

Esta história fala-nos da paixão pelos livros e do poder que estes têm sobre os leitores. Afonso Cruz conseguiu levar-me de volta à minha infância, quando passava o tempo noutros mundos e a conversar com as minhas personagens preferidas em vez de amigos imaginários. Continuo a fazê-lo, mas de forma mais discreta. 😂  Para mim esse é o verdadeiro sentido da leitura: toda a magia envolvente e a relação criada entre o leitor e os espaços/personagens. Se procuram um livro que vos fale sobre isso, este é um dos mais adequados.

"O meu pai só pensava em livros (livros e mais livros!), mas a vida não era da mesma opinião, a vida dele pensava noutras coisas, andava distraída, e ele teve de se empregar. A vida, muitas vezes, não tem consideração nenhuma por aquilo que gostamos."

É também um livro que nos fala sobre os primeiros amores, desilusões, saudade, a procura de respostas, o amor, o cuidado das avós, amizade e crueldade própria da infância/adolescência. Este é um livro juvenil, que faz parte do Plano Nacional de Leitura para o 7.º ano, mas penso que é preciso ter uma certa maturidade para o compreender e para o apreciar.
As personagens com que Elias, a personagem principal, se vai cruzando são de livros reais e isso deu-me mais vontade de os ler. São mencionados livros como Crime e Castigo e Fahrenheit 451.

Por fim, não posso deixar de mencionar mais uma vez a qualidade da escrita de Afonso Cruz. O autor escreve de uma forma mágica e linda. Pode parecer estranho qualificar a escrita de um livro como sendo lindo, mas é mesmo isso que sinto. Penso que a forma como Afonso Cruz combina as palavras é brilhante e de uma beleza única, chegando mesmo a fazer-me arrepiar uns pelinhos dos braços.

"Para uns, a raiz é a parte invisível que permite a árvore crescer. Para mim, a raiz é a parte invisível que a impede de voar como os pássaros. Na verdade, uma árvore é um pássaro falhado."

Um livro que merece ser lido, não só pelos que já têm uma paixão por livros mas também por aqueles que (pensam que) não gostam.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

[OPINIÃO] - Ratos e Homens





Título: Ratos e Homens
Autor: John Steinbeck
Editora: Edições Livros do Brasil
Edição: 1988
1.ª edição: 1937
Páginas: 99
A minha classificação: 5/5⭐











Sinopse:
"Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Publicado em 1937, Ratos e Homens conta a história de dois pobres diabos, George e Lennie, que vivem de trabalhos episódicos e sonham com uma vida tranquila, com a hipótese de arranjar uma quinta em que possam dedicar-se à criação de coelhos. George é quem lidera, é aquele que toma as decisões e protege o seu amigo, sem no entanto deixar de depender da amizade e da força de Lennie. Este é um gigante simpático, dotado de um físico excepcional, mas mentalmente retardado. E ambos acabam por envolver-se em mil e uma complicações, quando, no rancho onde finalmente encontram trabalho, a mulher do patrão entra em cena... Adaptado ao teatro, e várias vezes ao cinema, Ratos e Homens, que na verdade constitui uma fábula sobre a amizade e o sonho americano, é uma obra-prima da literatura realista, e um dos mais importantes romances de John Steinbeck."



A ação desta história passa-se durante a Grande Depressão dos anos 30, na América. Conhecemos George e Lennie que procuram trabalho de quinta em quinta, permanecendo o tempo que podem. George é um homem inteligente e um sonhador com os pés assentes na terra. Já Lennie é um tipo alto e forte, capaz de carregar pesados fardos de feno, mas com um atraso no desenvolvimento ou, como George diz, "falta de inteligência". Os dois andam sempre juntos, pois George procura cuidar do amigo, apesar de por vezes se fartar das asneiras não intencionadas do colega. Para além disso, Lennie tem dificuldade em lembrar-se do que lhe é dito e não é capaz de detetar o perigo nem tem noção da sua força. Esta é a razão pela qual, no início do livro, os dois homens se encontram a caminho de outra quinta.

Li este livro para a maratona Carnaval-a-Thon e, se não fosse pela maratona, provavelmente nunca teria lido esta obra maravilhosa. Este é um livro bastante pequeno, mas com uma mensagem enorme e muito, muito poderosa. Foi uma leitura que me tirou o fôlego, pela história em si e pela escrita do autor. Steinbeck não escreve com floreados nem com grandes eufemismos. A escrita do autor é simples, realista e chega por vezes a ser mesmo dura. O autor utiliza também expressões próprias dos camponeses, o que fez com que me sentisse ainda mais dentro da ação. Só pela escrita do autor, o livro já merece ser lido.




Quanto à história, Steinbeck retrata uma forte amizade e lealdade entre as duas personagens principais. O modo como George cuidava de Lennie, mesmo quando este fazia asneiras, foi algo que me enterneceu e me deixou de lágrimas nos olhos. Lennie é uma criança em tamanho grande e, como tal, só quer ser protegido e amado, coisa que George faz da melhor forma que sabe.

Os momentos em que o meu coração mais se agitou com esta história foram aqueles em que Lennie pedia a George que lhe contasse como ia ser o futuro dos dois. Sim, porque estes homens tinham um sonho, o sonho de terem o seu próprio espaço onde viver e trabalhar e com coelhos para que Lennie pudesse cuidar deles. Esta esperança foi algo que marcou esta leitura e que me emocionou bastante.
À medida que lia o desenrolar da história temia que que algo acontecesse a estas personagens, pelas quais me apaixonei instantaneamente. Torci por elas, quis sempre que lhes acontecesse o melhor, sofri por elas. Nos dias de hoje ainda é difícil viver com algum tipo de transtorno psicológico ou cuidar de alguém com esse problema, mas nos anos 30 era muito mais difícil porque não existia praticamente nenhuma informação e essas pessoas eram vistas como anormais, como menos humanas e como bobos da corte que podiam ser maltratados.
Sofri com cada injustiça de que Lennie foi vítima e revoltei-me com aqueles que o faziam sentir-se inferior. E isto aconteceu porque Steinbeck criou personagens tão reais, com falas e com ideias tão próprias dos seres humanos (dos verdadeiros seres humanos) e com características tão deslumbrantes que me fez sentir protetora em relação a elas, como se realmente as conhecesse.

E o final... O final deixou-me sem palavras e de coração apertado. E fez-me pensar: "Conseguiria eu sofrer para salvar alguém que amo de sofrer?". Ainda estou a digerir esta leitura, a refletir sobre tudo o que me transmitiu e o Lennie ainda continua presente no meu pensamento (e penso que ainda lá irá permanecer por muito tempo).

É um livro que nos fala de amizade, de sonhos, de injustiça e de compaixão. Um livro que me deixou deslumbrada e rendida a Steinbeck.


O regresso?

Olá!

Ao longo dos últimos dias tenho andado a pensar em voltar ao blog. Primeiro porque nem sempre tenho disponibilidade para gravar os vídeos para o Youtube e depois porque gosto bastante de procurar informações e opiniões em blogs. Por isso, talvez esteja de volta mas não sei com que frequência vou conseguir postar nem sei ao certo qual será o conteúdo dos meus posts. Penso que vou falar do que me apetecer no momento, desde opiniões a novidades literárias e também algumas tags. Sempre que possível irei continuar a publicar vídeos no Youtube porque é um mundo que adoro!
Basicamente, quero estar o mais possível dentro do universo dos livros :)

Este mês foi bastante produtivo. Consegui ler 6 livros e quase de certeza que termino hoje o sétimo. Para além disso, avancei na leitura de Nossa Senhora de Paris, livro que estou a ler em conjunto com a Mafalda (Blog da Mafalda).



Participei em duas maratonas espetaculares: Reading About Reality e Carnaval-a-Thon.

A primeira, #readingareality foi organizada pela Sara Cristina (Canal da Sara) e pela Alexandra (Canal da Alexandra)e tinha como objetivo lermos sobre os problemas que afetam o nosso mundo. De seguida mostro-vos quais eram as categorias e quais os livros que li:
1) Lê um livro que inclua desigualdades dos direitos humanos
Comecei a ler The Secret Life of Bees, de Sue Monk Kidd, mas não terminei :/
2) Lê um livro que inclua um exemplo do impacto do ser humano na natureza
Comecei a ler Mundo Selvagem, de Steven Gould, mas ainda não terminei. Estou neste momento na página 60 e está a ser uma leitura agradável.
3) Lê um livro sobre alguém que mudou/revolucionou a maneira de pensar do mundo
Li Eu, Malala, de Malala Yousafzai. Gostei bastante e dei-lhe 4⭐
4) Lê um livro sobre uma personagem que tem algum tipo de transtorno psicológico/necessidades educativas especiais
Li Olha-me nos Olhos, John Elder Robinson. Apesar de achar a história importante, não gostei da forma como o livro estava escrito. Dei-lhe 2⭐

A #carnavalathon também tinha 4 desafios e consegui cumpri-los a todos 😃
1) Lê um livro cuja ação se passe no país de origem do teu nome.
O meu nome é Bárbara e tem origem grega. Um dos livros que já tinha na minha estante há um ano era A Ilha, de Victoria Hislop. Adorei este livro, a história, as personagens, as tradições gregas,... Dei-lhe 4,5⭐
2) Lê o livro Ratos e Homens, de John Steinbeck
Ainda bem que este era um dos desafios para esta maratona. Nunca tinha ouvido falar desta obra e fiquei deslumbrada. A escrita de Steinbeck é fabulosa, a história é maravilhosa e faz-nos refletir sobre vários assuntos. Adorei e foi a melhor leitura de fevereiro! Dei-lhe 5⭐
3)Escolhe um livro cujo tema (por qualquer motivo) te faça lembrar o Carnaval
À primeira vista não tinha nenhum livro que me fizesse lembrar o Carnaval, mas a Filipa deu algumas dicas e disse que podíamos escolher pela cor, pela capa, por ser uma crítica,... Enfim, vendo bem havia muitos livros que podiam ser incluídos neste desafio. Acabei por escolher Os Livros Que Devoraram o Meu Pai, de Afonso Cruz. Depois de ler Para Onde Vão os Guarda-Chuvas e ter adorado, resolvi ler mais uma obra do autor. Gostei, apesar de não me ter deslumbrado como o primeiro. Dei-lhe 4⭐
4) Desafio do Joker
Para este desafio tínhamos de escolher 5 livros que queríamos muito ler, pegar em 5 cartas sendo que uma devia ser o Joker, baralhá-las e colocar uma por cima de cada livro. O livro que tivesse o Joker era o livro que devíamos ler. A mim calhou-me Mary Poppins e foi um livro que me desiludiu um pouco. Para mim, a Mary Poppins é um ser mágico e que transmite alegria às crianças. No livro, Poppins é uma pessoa fria e tem uma forma estranha de mostrar às crianças que gosta delas. Enfim, dei-lhe 3⭐ e fiquei com vontade de rever o filme para confirmar a minha ideia.

E foram estas as leituras que realizei este mês. E o vosso mês, foi bom? 😊

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

TBR Janeiro 2017

Olá! :)

Este ano resolvi começar a colocar vídeos no Youtube para facilitar a comunicação com outros leitores. Este foi o primeiro vídeo.
Conto com os vossos comentários para melhorar.

Beijinhos*



segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Livros lidos em 2016



As avaliações dos livros estão disponíveis na minha página do Goodreads: https://www.goodreads.com/thelifeofabookcatcher