quinta-feira, 30 de junho de 2016

#MLVERÃO2016 - Eu Dou-te o Sol [OPINIÃO]


Para a categoria 13 da Maratona Literária de Verão - ler um livro com a cor amarela ou laranja na capa - optei por Eu Dou-te o Sol. Este era um livro que já me despertava a curiosidade desde janeiro, altura em que criei o Instagram literário, porque só ouvia boas opiniões acerca dele e todos os dias o via em alguma foto. Há umas semanas fui à feira do livro em Aveiro, vi-o por lá e tive de o trazer.


Título: Eu Dou-te o Sol
Autor: Jandy Nelson
Editora: Editorial Presença
Edição: 2015
Páginas: 336
ISBN: 9789722355858
P.V.P.: 16,90€
A minha classificação: 4/5








Sinopse: "Jude e o seu irmão gémeo Noah são inseparáveis. Aos 13 anos, Noah é um jovem tímido e solitário que adora desenhar. Jude, pelo contrário, é extrovertida, tagarela e sociável. Três anos mais tarde, tudo se altera. Jude e Noah mal falam um com o outro. Um trágico acontecimento afetou os gémeos de forma dramática… Até que Jude conhece Guillermo Garcia na Escola das Artes, um escultor ousado e bem-parecido que vai ter um papel determinante na vida dos irmãos. O que os gémeos não sabem é que cada um deles conhece somente metade da história das suas vidas e, se conseguirem reaproximar-se, terão a oportunidade de reconstruir o seu mundo. Este livro fulgurante da aclamada e premiada autora, Jandy Nelson, deixará o leitor sem fôlego, com lágrimas nos olhos e um sorriso nos lábios… tudo ao mesmo tempo."


Foi um livro que não me cativou desde o início. Na verdade, estava a ficar bastante desiludida até passar as primeiras 100 páginas. Depois disso, comecei a gostar e a querer saber mais e mais.

Em Eu Dou-te o Sol conhecemos os gémeos Jude e Noah, que para além de irmãos são companheiros, amigos inseparáveis e a metade um do outro. Na verdade, são mais do que metade porque conseguem sentir o que o outro sente e pensar o que o outro pensa. Têm uma relação maravilhosa, mas que acaba por se degradar devido aos ciúmes e, mais tarde, devido a um acontecimento terrível. Os irmãos terão de vencer o orgulho e unirem-se para entender o passado. O livro é narrado no passado por Noah e no presente por Jude, o que nos dá a perspetiva das duas personagens.

Não foi nada do que estava à espera. Pensei que fosse uma história muito mais leve e de fácil leitura, mas não. Este livro aborda temas difíceis e profundos, como a morte, a homossexualidade, a mentira, o perdão, a inveja e o amor entre irmãos. Não tenho nenhum irmão gémeo, mas tenho um irmão pouco mais novo do qual sou muito próxima e pelo qual viraria o mundo se fosse preciso. Por isso esta história acabou por me marcar muito, porque muitas vezes conseguia sentir aquele amor entre irmãos que não se consegue explicar, apenas viver.

No início não estava a gostar de todas as referências relativas a pintores, a obras e a arte porque nunca foi um universo que me fascinasse. Acho maravilhoso o talento que algumas pessoas possuem para o desenho (e quem me dera ter um décimo de alguns talentos), mas nunca fui uma pessoa que gostasse de visitar galerias de arte ou que ficasse maravilhada por um quadro. Até ao momento, simplesmente não aconteceu. Por isso não conhecia nem percebia muitas das referências, o que me obrigou a fazer algumas pesquisas no Google durante a leitura do livro. Mas depois acabei por gostar bastante do esforço e dedicação dos irmãos pela arte e dei por mim a querer saber o que é que eles iam desenhar/esculpir a seguir.

Adorei o Guillermo Garcia e a relação que conseguiu estabelecer com a Jude e com o Oscar. E também gostei bastante de conhecer o quarto do Oscar. Apesar de ter embirrado com a presença da avó Sweetwine no princípio do livro, a verdade é que me diverti imenso com algumas passagens da Bíblia e houve outras que me tocaram e que me emocionaram. Afinal, como já disse, não tenho nenhum gémeo mas tenho um irmão de quem sou muito próxima.



Foi um livro que me tocou e que vou querer reler, sem dúvida.

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