terça-feira, 28 de junho de 2016

[OPINIÃO] - Vamos Aquecer o Sol


Título: Vamos Aquecer o Sol
Autor: José Mauro de Vasconcelos
1.ª Edição: 1974
Editora: Booksmile
Edição: 2015
Páginas: 320
ISBN: 9789898491879
P.V.P.: 13,99€
A minha classificação: 3,5/5



Sinopse: "Esta é a continuação do muito aclamado O Meu Pé de Laranja Lima, a obra autobiográfica de José Mauro de Vasconcelos. Neste livro vamos reencontrar Zezé, o menino com um coração do tamanho do mundo, e que, por isso, sofre demais. Agora com dez anos, ele vive com os pais adotivos em Natal, no nordeste brasileiro.


Zezé estuda num colégio católico mas continua a viver no seu mundo de fantasia, onde tem por companhia um sapo imaginário a que chama Adão e com o qual dialoga e desabafa. Nos seus sonhos, Zezé vai criar a imagem ideal de um pai, que lhe surge na figura de um famoso ator de cinema. É pelo seu pai imaginário que Zezé se sentirá amado como um filho de verdade, como nunca antes se sentira.

Uma história de amadurecimento, da passagem da infância para a adolescência, contada com a mais pura sensibilidade por José Mauro de Vasconcelos, vencedor do Prémio Jabuti de Romance, o mais importante prémio literário brasileiro."




Eu, que tanto amo O Meu Pé de Laranja Lima, não sabia que existia a continuação da história. É claro que assim que soube da existência deste livro tive de o comprar... No entanto, a história não me cativou tanto como o primeiro livro, o que me deixou desiludida. Acho que estava com as expectativas muito elevadas e a continuação não foi tão boa como esperava, Mas é claro que foi uma leitura que valeu a pena e da qual gostei.

Em Vamos Aquecer o Sol, encontramos Zezé com dez anos, a viver com uma família adoptiva, a ter aulas de piano e a frequentar um colégio católico. Logo no início do livro assistimos ao princípio da amizade entre Zezé e Adão, o sapo que vive no lugar do coração do menino e que se torna o seu maior confidente e um grande amigo.

Zezé continua a ser um menino carente, que se sente sozinho e que recorre à imaginação para viver grandes aventuras e para ter quem cuide dele. Ele sente que a sua família adoptiva não gosta dele como se fosse um filho "verdadeiro", impõem-lhe demasiadas regras e obrigam-no a ter aulas de piano, das quais está farto. O que ele quer é sentir-se livre, nadar e subir às árvores como fazia na sua vida anterior. Um dia Zezé vai ao cinema e assiste a um filme protagonizado por Maurice, um ator francês por quem o menino fica fascinado e que, por isso, o adopta como pai. E é com este pai imaginário que Zezé se vai sentir realmente amado como um filho se deve sentir.



Apesar de não ter ficado deslumbrada com esta história não posso dizer que não tenha gostado. O Zezé conquistou o meu coração e neste livro, apesar de não ser a criança que só me apetece levar para casa, continua a mostrar ter um coração do tamanho do mundo, o que enternece qualquer pessoa. Mas em O Meu Pé de Laranja Lima encontramos muitas mais aventuras, asneiras e demonstrações de amor do Zezé, o que cativa mais o leitor. Em Vamos Aquecer o Sol, encontramos um Zezé mais maduro, que lida de forma diferente com as injustiças que o perseguem e que assume os seus erros. Uma vez que as personagens com quem ele cria uma maior empatia são imaginárias, não consegui gostar tanto deste livro como do anterior, onde existia a amizade maravilhosa da criança com o Portuga. No entanto, gostei da relação do Zezé com Fayolle e também com Dadada.

Este livro apresenta-nos o crescimento do Zezé, desde a infância até à adolescência. Dá-nos a conhecer o seu caráter corajoso e decidido, o seu espírito livre e o seu primeiro amor. É um livro que nos relembra a importância do amor na vida de qualquer pessoa, mas sobretudo na de uma criança.

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