terça-feira, 29 de maio de 2018

[OPINIÃO] - A Mulher à Janela











Título: A Mulher à Janela
Autor: A. J. Finn
Editora: Editorial Presença
Edição: Março de 2018
ISBN: 9789722361873
Páginas: 488
A minha classificação: 4/5★

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SINOPSE:
Anna Fox não sai à rua há dez meses, um longo período em que ela vagueou pelos quartos da sua velha casa em Nova Iorque como se fosse um fantasma, perdida nas suas memórias e aterrorizada só de pensar em sair à rua. A ligação de Anna ao mundo real é uma janela, junto à qual passa os dias a observar os vizinhos. Quando os Russells se mudam para a casa em frente, Anna sente-se desde logo atraída por eles - uma família perfeita de três pessoas que a fazem recordar-se da vida que já teve. Mas um dia, um grito quebra o silêncio e Anna, da sua janela, testemunha algo que ninguém deveria ter visto e terá de fazer tudo para encobrir o que presenciou . Mas mesmo que decida falar, irá alguém acreditar nela? E poderá Anna acreditar em si própria?

Um thriller eletrizante onde nada nem ninguém é o que parece.




OPINIÃO:
Este é o livro de estreia do autor e já está a ser adaptado ao cinema pela Fox. O filme será protagonizado por Amy Adams.

Anna Fox é uma antiga psicóloga infantil que, após um acontecimento que a deixa traumatizada, sofre de agorafobia (transtorno psicológico que está fortemente ligado a ataques de pânico) e não sai de casa há dez meses. Os seus dias são passados a ver filmes antigos, a beber MUITO e a espiar os vizinhos. Ela tem uma máquina fotográfica que utiliza para espreitar para as casas dos vizinhos e até para tirar algumas fotos.
As únicas pessoas com quem contacta são o marido e a filha, através de chamadas telefónicas visto que eles se separaram, o seu psicólogo e uma amiga fisioterapeuta que vão até sua casa, o inquilino que mora na sua cave alugada e o professor de francês através da Internet. É também através da Internet que Anna dá consultas online a pessoas que se encontram na mesma condição que ela.
Certo dia, uma nova família - os Russell - muda-se para a casa em frente de Anna e torna-se na sua nova obsessão. Ela chega a conhecer a mulher e o filho do casal e a sua vida muda quando testemunha um crime. Mas quem é que vai acreditar numa mulher que sofre de um transtorno psicológico e que passa os dias bêbeda? E será que Anna presenciou mesmo um crime ou tudo não passou de uma alucinação causada pelo álcool?

Ao lermos este livro é inevitável lembrarmo-nos da Rachel, a personagem de A Rapariga no Comboio, pois há algumas semelhanças entre ambas as mulheres, nomeadamente o facto de serem personagens pouco confiáveis. Isto é algo de que gosto neste género de livros pois, a meu ver, torna a dúvida sobre aquilo que se passou ainda maior. E, para mim, este livro não foi nada previsível! Todas as personagens se comportam de forma suspeita, desconfiei de todos e penso que a parte do thriller, propriamente dito, está muito bem construída.
O final conseguiu surpreender-me e penso que a maioria das coisas fez sentido. Não sei se algumas partes não foram um bocado forçadas... O ponto alto da leitura foi quando percebi o que é que realmente aconteceu no acidente que deixou a Anna presa na sua própria casa.

No entanto, esta foi uma leitura muito cansativa para mim. Durante as primeiras 150/200 páginas não acontece nada. NA-DA! Assistimos à vida de uma mulher transtornada, que não toma devidamente a sua medicação, que se enfrasca em álcool e que suja quase todos os dias a casa com vinho.
A parte do cinema pode ser interessante para as pessoas que conhecem os filmes mencionados mas, para mim, que só conhecia o Vertigo, foi mais uma grande seca e algo confuso devido à tentativa do autor de cruzar os diálogos dos filmes com a vida real. Se o livro tivesse menos páginas, se o autor tivesse tirado toda a "palha", teria sido uma óptima leitura. Assim, digo que é um bom thriller mas um pouco aborrecido, apesar da escrita muito fluida do autor.

Podem comprar o livro aqui: A Mulher à Janela


Sobre o autor:


A. J. Finn é o pseudónimo de Daniel Mallory. Possui uma licenciatura pela Universidade de Oxford e tem colaborado como crítico literário em publicações como o Los Angeles Times, The Washington Post e The Times Literary Suplemment. Natural de Nova Iorque onde reside atualmente, viveu em Londres durante dez anos. O seu livro de estreia, A Mulher à Janela, foi já vendido para 38 países e está a ser adaptado ao cinema pela Fox.

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